O presidente da Câmara de Santarém disse esta segunda-feira que o ministro da Economia mandou suspender todos os pagamentos de fundos comunitários à Unicer até esclarecer as circunstâncias do encerramento da fábrica de refrigerantes existente na cidade.

Ricardo Gonçalves disse hoje, durante a reunião do executivo municipal, que Pires de Lima o recebeu na passada sexta-feira na sequência do pedido de audiência que solicitou depois de ter sido informado pela administração da Unicer, no passado dia 08, do encerramento da unidade de produção de refrigerantes de Santarém.

O autarca afirmou que o ministro da Economia, António Pires de Lima, manifestou a sua surpresa com a decisão de encerramento da fábrica de refrigerantes e que, além de mandar suspender os pagamentos de fundos comunitários até cabal esclarecimento das circunstâncias que rodeiam esta decisão, o processo está a ser acompanhado pelo secretário de Estado e pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).


Unicer presta esclarecimentos ao Governo


Entretanto a Unicer disse estar em contacto com as autoridades e a prestar todos os esclarecimentos necessários, em reação à notícia de que o Ministério da Economia suspendeu os pagamentos de fundos comunitários à empresa.

“A Unicer reitera que cumpre de forma integral com todos os seus compromissos e que, para o efeito, está em diálogo com as entidades competentes, indo ao encontro de todos os pedidos de esclarecimento por parte das mesmas”, disse à Lusa fonte oficial da empresa portuguesa de bebidas.


A resposta da Unicer surge depois de o presidente da Câmara de Santarém ter dito hoje que o ministro da Economia, Pires de Lima, mandou suspender todos os pagamentos de fundos comunitários à empresa até serem esclarecidas as circunstâncias do encerramento da fábrica de refrigerantes existente na cidade.

Ricardo Gonçalves afirmou, durante a reunião do executivo municipal, que Pires de Lima o recebeu na passada sexta-feira e que manifestou a sua surpresa com a decisão de encerramento da fábrica de refrigerantes, tendo ordenado suspender os pagamentos de fundos comunitários até cabal esclarecimento das circunstâncias que rodeiam esta decisão.

Ricardo Gonçalves levantou a questão dos 7,26 milhões de euros recebidos pela Unicer em 2012 ao abrigo do Quadro Comunitário de Apoio, alegando que a permanência da fábrica de refrigerante terá sido um dos argumentos invocados para a não devolução de fundos aquando do encerramento da cervejeira em Santarém, em 2013.

Em 2013, quando ainda era liderada por Pires de Lima, a Unicer encerrou a sua fábrica de cerveja em Santarém, deslocalizando a produção para Leça do Balio, onde centrou o seu investimento como parte do projeto de consolidação industrial para melhorar a eficiência e competitividade da empresa.

Os vereadores da oposição questionaram hoje o autarca sobre qual será o destino dos dois edifícios da Unicer em Santarém (o da cervejeira encerrada em 2013 e o da unidade de refrigerantes, cujo encerramento foi anunciado para abril de 2016), bem como do terreno que foi cedido à empresa para instalação de uma plataforma logística, que nunca se chegou a concretizar.

Ricardo Gonçalves reafirmou o seu empenho em não deixar cair o processo no esquecimento, lembrando que o encerramento da unidade em Santarém implica o despedimento de 70 pessoas, se bem que a Unicer tenha declarado ter uma solução para minimizar "o impacto das medidas anunciadas”, nomeadamente colocando 25 funcionários “no parceiro de negócio que passará a assegurar a produção” para a empresa (a fábrica da Font Salem em Santarém).