O Eurogrupo aceitou a extensão do programa de ajuda financeira à Grécia. A decisão oficial foi anunciada depois de uma reunião entre os ministros das Finanças da zona euro, em teleconferência.

Em comunicado, o Eurogrupo sublinha que esta terça-feira foi discutida a primeira lista de reformas apresentada pelas autoridades gregas, «baseada no atual acordo», e que irá ser detalhada e acertada com as instituições, no máximo, até ao final de abril.

«Acordámos em estender por quatro meses o atual Programa de Assistência Económica e Financeira («Master Financial Assistance Facility Agreement»), diz o comunicado.

«Pedimos às autoridades gregas que desenvolvam e aumentem a lista de reformas, baseada no atual acordo, em estreita coordenação com as instituições, de modo permitir uma rápida e bem sucedida conclusão da análise», remata a nota.

Aqui pode ler a  carta que o governo grego enviou ao Eurogrupo.

A informação foi confirmada pelo vice-presidente da Comissão Europeia para o euro, Valdis Dombrovskis, via twitter:

«Na sequência da decisão tomada pelo Eurogrupo em teleconferência, podem iniciar-se os procedimentos nacionais para a extensão do programa grego».
 

Também o ministro das Finanças da Eslováquia, Peter Kazimir, confirma a informação via Twitter:

Mantém-se acordo negociado com a Grécia na sexta-feira. Os gregos têm muito trabalho pela frente até final de abril. Agora queremos ver números.»
 
A Comissão Europeia também deu o «OK». Bruxelas refere que os compromissos que fazem parte da lista de reformas de Atenas vão servir como um ponto de partida para um acordo com o país para a extensão do financiamento por mais quatro meses. E sublinha que quer que as reformas sejam aplicadas «rapidamente» e «sem recuos».

Para o FMI, o plano é garantia suficiente para continuar a emprestar dinheiro ao país mas tem de ser mais detalhado.

Numa carta enviada ao presidente do Eurogrupo, Christine Lagarde sublinhou que a lista de medidas «não é muito específica».

Alemanha, Finlândia, Holanda e Estónia têm agora de submeter aos respetivos parlamentos o prolongamento da ajuda à Grécia. No caso da Alemanha, o Bundestag reúne-se na sexta-feira, com a moção a ser apresentada pelo ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, seguindo-se um debate de 90 minutos.