O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social considerou esta terça-feira ser “uma boa notícia para os portugueses” o país ter registado no segundo trimestre deste ano “a maior recuperação de emprego dos últimos 25 anos”.

“A recuperação do emprego [em Portugal] é neste momento a maior da zona euro, a maior da Europa. Portugal está neste momento a recuperar emprego quatro vezes acima da zona euro. Há um dado muito importante: o 2.º trimestre de 2015 foi [o que registou] a maior recuperação de emprego dos últimos 25 anos em Portugal”, afirmou Pedro Mota Soares aos jornalistas, à margem de uma reunião de coordenação do setor social, no Porto.


O ministro reagia aos dados divulgados pelo Eurostat, gabinete oficial de estatísticas da UE, segundo os quais Portugal registou o maior crescimento na taxa de emprego (1,3%) no segundo trimestre deste ano, face ao primeiro, tendo o indicador subido 0,3% na zona euro e 0,2% na União Europeia.

Estes “são bons dados para Portugal, não são bons dados para o Governo, são bons dados para quem estava desempregado e conseguiu encontrar uma colocação no mercado de trabalho”, disse.

Para Mota Soares, este indicador revela que, “graças à resiliência, ao esforço, à capacidade de sacrifício dos portugueses, dos empregadores, dos trabalhadores, foi possível passar de uma situação em que o desemprego aumentava para uma situação em que o emprego cresce, cresce de forma sustentada, cresce como não crescia há 25 anos”.

“Acima de tudo é uma boa notícia para os portugueses, sobretudo para aqueles portugueses que ainda estão numa situação de desemprego, estão à espera da sua oportunidade, e percebem que,com recuperação da confiança, com recuperação do investimento e com recuperação da economia há uma recuperação do emprego e, por isso mesmo, a sua oportunidade de voltar ao mercado de trabalho pode estar mais próxima”, destacou.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, na variação em cadeia, Portugal foi o país onde se verificou a maior subida da taxa de emprego entre abril e junho, face ao período entre janeiro e março deste ano, com um aumento de 1,3%, seguido da Grécia (1,2%), da Irlanda e de Espanha (com 0,9% cada) e a Estónia (0,7%).