O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, está contra a proposta de um ministro europeu da Economia que acumule as funções de comissário e presidente do fórum de ministros da zona euro, para o qual Mário Centeno foi eleito. E disse-o perante a comissão de assuntos económicos do Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Acho que o Eurogrupo vai insistir em ter o seu próprio presidente. Acabámos de eleger Mário Centeno para os próximos dois anos e meio, e há um forte sentimento no Eurogrupo de que deve haver uma distinção entre o papel do grupo, que é um grupo de ministros, intergovernamental, e o papel da Comissão”

A Comissão Europeia apresentou, na quarta-feira, propostas para o aprofundamento da União Económica e Monetária (UEM) que contemplam, entre outras ideias, a criação do cargo de um ministro europeu da economia e finanças.

O executivo comunitário aponta que “se for alcançado um entendimento comum sobre o papel do Ministro até meados de 2019, este cargo poderia ser criado no âmbito da constituição da próxima Comissão”.

O Eurogrupo poderia então decidir igualmente eleger o Ministro como seu Presidente para dois mandatos consecutivos, alinhando assim os dois mandatos”.

Hoje, Dijsselbloem observou perante os eurodeputados que esta proposta “levanta muitas questões e deixa outras sem resposta”.