O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmou esta quarta-feira que o programa de ajustamento da Grécia está no bom caminho, mas disse que, em abril, vai avaliar o que se segue, adiantando estar «pronto para ajudar mais os gregos».

«O caso grego é muito difícil, vai levar tempo. O programa de ajustamento está no bom caminho e o Eurogrupo prevê desbloquear uma terceira tranche do empréstimo em breve. O próprio programa termina no final de 2014. Vamos ver em abril o que fazer a seguir. Estamos prontos para ajudar mais os gregos», afirmou o também ministro das Finanças da Holanda, em entrevista ao «Le Fígaro».

Dijsselbloem, que foi hoje entrevistado por cinco jornais europeus, incluindo o francês «Le Fígaro», afirmou que em abril Bruxelas vai avaliar se Atenas cumpriu os objetivos e qual é o ambiente económico para depois «estudar as medidas necessárias».

«Em concordância com o FMI [Fundo Monetário Internacional], já referimos algumas pistas, em particular sobre uma baixa das taxas de juro (...). Aliviar a dívida é um remédio falsamente atraente [porque] Atenas vai voltar um dia aos mercados e os investidores vão pensar duas vezes, no caso de um novo corte na dívida», argumentou.

Quanto à manutenção do FMI na 'troika' de credores dos países europeus em dificuldades, em parceria com o Banco Central Europeu e com a Comissão Europeia, o presidente do Eurogrupo afirmou que «o cumprimento dos programas [atualmente em curso] será igualmente ao fim do envolvimento do FMI».

«O FMI está comprometido connosco nos programas e assistência. Dois deles, o da Irlanda e o plano bancário espanhol, terminam este ano. Outros dois, o da Grécia e o de Portugal, chegam ao fim em princípio em 2014. O último, o do Chipre, deve durar ainda vários anos. O cumprimento destes programas será igualmente o fim do envolvimento do FMI», disse Dijsselbloem.