O presidente da Cáritas Portuguesa defende que os critérios de atribuição do subsídio de desemprego e do rendimento social de inserção (RSI) devem ser revistos com urgência.

Eugénio Fonseca justifica que «não está garantido que grande parte daqueles que são os desempregados de longa duração venham a encontrar trabalho tão cedo e já ficaram fora desse subsídio».

Para o presidente da Cáritas, é também necessário que «se reveja, sem preconceitos ideológicos, nem populismos, a medida do rendimento social de inserção».

«Era bom que, com a saída da Troika (...), se começasse a pensar numa verdadeira proteção social que assente mais naquilo que são os direitos das pessoas do que em medidas meramente assistências», justificou Eugénio Fonseca.

O responsável destacou que, «apesar do crescimento económico» que o país está a registar, a Cáritas não cruzou os braços, «porque o empobrecimento das famílias ainda continua a acontecer.»