A Reserva Federal, banco central norte-americano, decidiu esta quarta-feira deixar inalteradas as suas taxas de juro e afirmou que vai mantê-las «durante um período considerável».

A decisão foi anunciada em comunicado no final da reunião de dois dias do comité de política monetária da Fed, que continua a dizer que as taxas se manterão próximas de zero «durante um período considerável».

Alguns analistas consideravam que numa altura em que a recuperação da economia dos Estados Unidos se mostra mais vigorosa, o banco central poderia dar sinais sobre quando iniciaria a subida dos juros e abandonar a formulação que tem sido utilizada até agora.

A Fed explicou que quer ser «paciente» antes de iniciar a subida das taxas e referiu que segue «de perto» a evolução da inflação.

As taxas de juro estão entre zero e 0,25% desde o final de 2008.

Três membros do comité votaram contra a mensagem de orientação monetária, o que não acontecia desde setembro de 2011.

O comunicado refere que a expansão económica tem registado «um ritmo moderado», mas assinalam que a inflação se mantém abaixo da meta de 2%, «o que reflete em parte a queda dos preços da energia», e que a recuperação do setor imobiliário tem sido «lenta».

A Fed salientou também que o mercado laboral tem melhorado nos Estados Unidos. Em novembro, a taxa de desemprego ficou em 5,8%, o nível mais baixo em seis anos.

Nas previsões económicas divulgadas esta quarta-feira, a Fed indica que em 2015, a inflação pode descer para 1%, quando em setembro antecipava 1,6%.

Em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e ao desemprego, as previsões são mais otimistas.
No último trimestre de 2014, o PIB poderá crescer a um ritmo anual entre 2,3% e 2,4%, quando em setembro esse intervalo estava entre 2% e 2,2%.

Em relação ao desemprego, a previsão para 2014 passou a ser de 5,8% (quando a anterior previsão estava entre 5,9% e 6%) e a tendência descendente deverá continuar em 2015.