Os trabalhadores da Estradas de Portugal estarão em greve na próxima quinta-feira, 16 de abril, em protesto contra o «quadro de incerteza e insegurança» relativamente ao futuro próximo da empresa.

Esta posição consta de um comunicado da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) no qual são revelados aspetos «indesmentíveis» sobre a fusão anunciada da Estradas de Portugal com a Refer, dando origem à Infraestruturas de Portugal.

Para a Federação, «a futura empresa transportará consigo as consequências das políticas ruinosas impostas pelos sucessivos governos do PS e do PSD/CDS, com o desmantelamento do setor ferroviário público e dos encargos das PPP [parcerias público-privadas] no setor rodoviário».

Além disso, a empresa «não será o somatório das estruturas das empresas atuais, pelo que, não será só ao nível das chefias (como o Conselho de Administração [da Estradas de Portugal] quer fazer crer) que pretenderão reduzir efetivos».

Os trabalhadores da Refer também estarão em greve no dia 16 de abril.

O Governo aprovou esta quinta-feira a fusão da Estradas de Portugal com a Refer na Infraestruturas de Portugal, com vista à gestão integrada das redes ferroviária e rodoviária, potenciando a redução de encargos de funcionamento ao nível operacional.

A fusão entre a Refer e a EP está prevista no Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas (PETI3+), aprovado em Conselho de Ministros a 03 de abril.