A Direção-Geral do Orçamento divulga esta sexta-feira a execução orçamental em contas públicas do conjunto de 2014, ano em que o défice terá de baixar para os 4% do Produto Interno Bruto em contabilidade nacional.

Até novembro, o défice das administrações públicas ascendeu a 6.420,3 milhões de euros, uma melhoria de 2.765,5 milhões de euros face ao mesmo período de 2013.

Também o saldo primário das administrações públicas, que exclui os encargos com a dívida pública, situou-se nos 734,1 milhões de euros, comparando positivamente com o défice primário de 962,5 milhões de euros no período homólogo.

Nos primeiros 11 meses do ano, o Estado arrecadou mais de 33.500 milhões de euros em impostos, mais quase 2.000 milhões do que o amealhado no mesmo período de 2013.

Os números divulgados pela DGO são apresentados em contabilidade pública, ou seja, têm em conta o registo da entrada e saída de fluxos de caixa. Esta é a contabilidade exigida pelo Fundo Monetário Internacional para efeitos de averiguação do cumprimento das metas do Programa de Assistência Económica e Financeira, que entretanto foi concluído.

A meta para o défice acordada entre o Governo e a troika é de 4% do PIB. No Orçamento do Estado para 2015, o Governo antevê para o ano passado um défice de 4,8% do PIB, incluindo medidas extraordinárias.

No entanto, a meta do défice fixada é apurada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em contas nacionais, a ótica dos compromissos, que é a que conta para Bruxelas.

No primeiro semestre de 2014, o défice ficou nos 6,5% do PIB, acima da meta acordada para o conjunto do ano, segundo dados divulgados pelo INE no final de setembro e que têm já em conta o novo Sistema Europeu de Contas (SEC2010).