A poucos dias de iniciar funções no departamento de Assuntos Fiscais do Fundo Monetário Internacional, o ex-ministro das Finanças, Vítor Gaspar diz estar «entusiasmado» com o desafio de trabalhar na instituição, «um centro de excelência em finanças públicas».

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E num tom mais intimista, até se confessa um adepto do ténis, deporto que joga regularmente, não deixando de lado as leituras e a música. Mas para o ex-ministro das Finanças, o importante é estar com a família.

Numa curta entrevista que serve de apresentação ao mais recente membro do staff do FMI, Gaspar admite que a economia global enfrenta vários tipos de desafios, nomeadamente a demografia, cuja curva descendente afeta substancialmente as finanças públicas.

Relativamente aos desafios fiscais que se colocam aos países, o ex-governante sublinha que nas economias mais maduras o desafio é baixar a dívida, combinando isto com o crescimento económico e criação de emprego.

«Nas economias emergentes há potenciais efeitos adversos na dinâmica da dívida, há mais riscos a considerar, particularmente em países que viram uma grande subida no crédito bancário», sublinha.