Desde a altura em que Vítor Gaspar era ministro das Finanças que o Governo reconheceu o "enorme aumento de impostos", que os portugueses ainda sentem nos bolsos. O líder do CDS e vice-primeiro ministro Paulo Portas entende que é "necessário, desejável e possível" aliviar a carga fiscal, "desde que se mantenham as contas públicas controladas". Quanto a outros impostos, admite que não pode fazer compromissos. 

Em entrevista no novo formato da TVI e TVI24 "Tenho uma pergunta para si", Paulo Portas destacou o crédito fiscal, uma nova medida proposta pela coligação Portugal à Frente.

"As pessoas vão pagar sobretaxa mais baixa e felizmente é a primeira vez que o stado se compromete e foi se houver mais receita do que aquela que está prevista, o estado não pode apropriar-se desse excedente e aquilo que vier a mais será para o contribuinte. Eu acho isto bom. Para mim aquilo que é uma obsessão é eliminar a sobretaxa. O principio foi o crédito fiscal, fazê-la morrer de morte matada e justa ano após ano"


A proposta é eliminar gradualmente a sobretaxa de IRS até 2019, ano em deixaria de existir.

Quanto ao IRC, lembrou que não é por ser mais baixo que está a dar menos receita para o Estado. Antes pelo contrário. E quis deixar avisos sobre o assunto: "Tenham cuidado com discursos panfletários em relação ao IRC. Vivemos em economia aberta, só a confiança gera investimento e só o investimento cria emprego. Temos de apresentar uma proposta de valor competitiva que traga investimento em portugal, agora e não noutros países".

"Por isso é que a descida do IRC é relevante. não é tudo, mas é um fator fundamental. um dos créditos que investidor avalia é carga fiscal sobre a empresa. ao reduzirmos 4 pontos esta legislatura e mais 4, um por ano, ficaremos no top 5 dos IRC mais competitivos da Europa", acrescentou.

De resto, não deixou promessas.

"Não me posso comprometer noutros impostos" 


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