O Governo espanhol aprovou esta sexta-feira o novo esquema de retribuições para as energias renováveis, cogeração e resíduos, denominado regime especial, que terá um corte de 1.700 milhões de euros este ano.

O ministro da Industria, Energia e Turismo, José Manuel Soria, explicou aos jornalistas que o objetivo do novo quadro é «dar estabilidade ao sistema, dar rentabilidade razoável e introduzir certeza no setor».

Junto a esta normativa, que se completará com uma ordem ministerial, foi aprovado um segundo decreto para aumentar a «eficiência» nas colocações do défice tarifário.

O novo sistema de apoio às renováveis, que substitui o sistema de subsídios, estabelece 1.400 tipos de instalações.

Cada instalação receberá em função do investimento, do que já recebeu até aqui e da sua vida útil, sendo que, com este modelo, há alguns parques eólicos em Espanha que deixarão já de receber qualquer apoio adicional.

Segundo os cálculos do executivo, as tecnologias de regime especial receberão durante a sua vida útil 200 mil milhões de euros de retribuições.

Desde 1998 e até agora receberam 56.294 milhões de euros.