O mercado livre de eletricidade alcançou um total de 3.563 milhares de clientes em dezembro de 2014, cerca de 58,5% do total de clientes de energia elétrica, indica o relatório mensal da ERSE.

De acordo com os dados divulgados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), relativos a Portugal Continental, entre novembro e dezembro o número de clientes no mercado livre aumentou 4,7% (variação superior ao crescimento de 3,5% entre outubro e novembro), o que corresponde a um crescimento líquido de 159 mil clientes.

Já em termos homólogos, face aos dados de dezembro de 2013, o número de consumidores no mercado livre subiu 57%, a uma taxa média mensal de 3,8%, indica a mesma entidade.

No que respeita aos consumos, o mercado livre representava mais de 83% do consumo de eletricidade no final de 2014, o que se traduz num aumento de 10,6 pontos percentuais face ao período homólogo do ano anterior.

Os números recolhidos pela ERSE mostram que 98% dos grandes consumidores estão no mercado livre, tal como 92% dos industriais e 88% dos pequenos negócios.

«Apesar da tendência de crescimento, o segmento de clientes domésticos é o que continua a apresentar menor penetração do mercado livre», que representa 58% destes clientes e 62% do respetivo consumo, acrescenta o relatório.

O consumo anualizado em mercado livre foi em dezembro de 36.807 gigawatts hora, com um crescimento de 1,5%, situando-se 0,5 pontos percentuais acima da variação registada em novembro.

Já em termos homólogos, o consumo no mercado livre registou um aumento de 15% face a dezembro do ano anterior, correspondendo a uma taxa média mensal de 1,1% nesse período.

No final de 2014, a EDP Comercial mantinha-se como principal fornecedor no mercado livre, com um peso de 86% dos clientes e de cerca de 46% dos fornecimentos neste mercado, informa também a ERSE.

Em número de clientes, tanto a Galp, como a Endesa e a GN Fenosa mantiveram a sua quota, respetivamente de 5,3%, 4,5% e 1,1%. Quanto à Iberdrola, reduziu em 0,1 pontos percentuais, para dois por cento.

Já a Goldenergy, que entrou no mercado liberalizado em setembro com uma quota de 0,8% de clientes, aumentou em dezembro para 1,2%.