O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia afirmou esta terça-feira que está determinado em aplicar a contribuição extraordinária sobre o setor energético, que permitirá arrecadar mais 150 milhões de euros, e não garante que a mesma não se possa repetir nos próximos anos.

Segundo Jorge Moreira da Silva a contribuição extraordinária para o setor energético pode até vir a ser englobada na fiscalidade verde.

«A minha determinação em concretizar essa medida não está enfraquecida (pelas críticas)», afirmou Jorge Moreira da Silva, que está hoje a ser ouvido na Assembleia da República no âmbito da discussão do Orçamento do Estado (OE), admitindo que em algumas empresas, estes esforço ficará acima de 10% dos lucros.

O ministro salientou que esta opção permitiu «impedir que fossem tomadas outras» e garantiu que o Governo dispõe de «mecanismos de monitorização» para evitar que haja repercussões para o consumidor.

A contribuição extraordinária sobre o setor energético «que alarga ao setor o esforço que tem vindo a ser desenvolvido por todos os trabalhadores» é, segundo o governante, um dos pilares da sustentabilidade do setor elétrico, que também integra os cortes de 3400 milhões de euros de cortes nas rendas excessivas do setor elétrico.

O secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, adiantou que «sem estas medidas, a subida tarifária seria seguramente 13%, o que era incomportável», mas não explicou o que já foi efetivamente implementado, em termos da redução de custos.

«O primeiro pacote [2000 milhões de euros] foi todo implementado do ponto de vista legislativo, com exceção de uma medida, mas em relação ao novo pacote [no valor de 1400 milhões de euros] nem todas as medidas foram implementadas», afirmou o secretário de Estado.