A startup portuguesa EyeSee está sedeada em Lisboa e começou a dar os primeiros passos no final de 2011. Numa altura que se prepara para passar à fase comercial, aguarda a decisão do júri na competição de startups Digital Entertainment World, em Los Angeles (EUA), onde é uma das tecnológicas finalistas candidatas ao prémio. O vencedor será conhecido a 11 de fevereiro.
 
A tecnologia da EyeSee foi criada de raiz e, segundo João Paiva, responsável de comunicação da empresa, esteve em desenvolvimento nos primeiros dois anos.
 

«É composta por um algoritmo que analisa vídeos e imagens e consegue interpretar o conteúdo e escolher o melhor local dentro do conteúdo para inserir um anúncio publicitário, onde não perturbe a visualização. É um algoritmo inteligente, que depois será interativo, quando integrado no ambiente de um cliente».

 
No ano passado a EyeSee instalou o primeiro projeto-piloto numa empresa do setor automóvel. Atualmente há vários pilotos em fase de integração, segundo o responsável.
 
Os resultados, diz, têm sido bastante animadores, assim como o feedback dos potenciais clientes. Em Portugal, dentro em breve há mais pilotos a avançar, mas a prioridade da empresa passa, em 2015, pelos Estados Unidos da América.
 

«É a nossa primeira ida aos EUA e logo na fase final de um concurso de startups. Os concorrentes são diversos e a competição é abrangente, mas a EyeSee é a única ligada ao negócio da publicidade digital, pode ser uma vantagem».
 

Ainda assim, para João Paiva, a maior vantagem é o facto desta conferência internacional ter muita presença de investidores e potenciais clientes.
 
A internacionalização é um objetivo, mas sem pressa. A empresa emprega 12 pessoas e está sedeada em Lisboa