O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse esta quinta-feira que “o desejável” é uma redução do IRC para 17% e frisou que esta diminuição “é um critério” para que os investidores decidam a favor de Portugal e não contra.

“O IRC [imposto sobre as empresas] desceu de 25% para 23%, de 23% para 21%, e a meu ver o desejável é que se vá até ao limite do que a comissão [de acompanhamento da reforma do IRC] propunha [e que é uma redução para] 17%”, disse Paulo Portas, no encerramento do 3.º Fórum Portugal Alemanha, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian, Institute for European Politics (Berlim) e Instituto Português de Relações Internacionais.


Paulo Portas justificou que com esta redução Portugal “será um dos melhores da Europa".

“É um critério para os investidores decidirem a favor de Portugal e não contra”, justificou.


O Programa de Estabilidade apresentado pelo Governo prevê uma descida progressiva do IRC ao longo dos anos e que atingirá os 17% em 2019.

Já o cenário macroeconómico socialista prevê o congelamento da descida do IRC, nos 23%, depois de em novembro do ano passado, o PS ter rompido o acordo com a maioria PSD/CDS de descida progressiva do imposto sobre as empresas.

Na altura, o PS alegou que a maioria PSD/CDS não cumpriu as condições do acordo celebrado no ano anterior.

Perante uma audiência de portugueses e alemães, Paulo Portas falou ainda da melhoria de vários indicadores económicos de Portugal, nomeadamente do aumento da competitividade.

“Um dos rankings mais importantes, o suíço IMD [divulgado na quarta-feira], determina que Portugal, pelo segundo ano consecutivo, sobe bastante em competitividade, sobe sete lugares e é visto como um país mais competitivo para investir, neste momento, do que a Espanha ou a Itália. Isto é um sinal de que pode haver decisões de investimento que acelerem o nosso crescimento”, afirmou.