Lisboa, Bragança e Santarém são os principais alvos das intervenções em vias nacionais e municipais que a Estradas de Portugal vai fazer a partir do próximo ano e até 2019, absorvendo um quarto do investimento total.
O valor é avançado no Plano de Proximidade divulgado esta sexta-feira no site da Estradas de Portugal, depois de o Ministério da Economia ter aprovado, na quinta-feira, a realização de cerca de 500 intervenções na rede rodoviária nacional.

Do total de investimento previsto – 436,2 milhões de euros – Lisboa será o distrito mais beneficiado, recolhendo 51,6 milhões de euros, enquanto Bragança, absorverá 33,7 milhões e Santarém receberá 31,7 milhões de euros.

Entre estres três distritos, o investimento chegará aos 117 milhões de euros, o que significa 26,8% do total.
O distrito que receberá menos investimento é o de Faro, onde serão gastos 23,6 milhões de euros, ou seja, apenas 5,4% do total definido até 2019.

De acordo com o anúncio do ministério tutelado por Pires de Lima, que tutela as Estradas de Portugal, o plano previsto inclui 250 intervenções em pontes e viadutos, 120 na requalificação de estradas, mais de 100 relacionadas com a segurança rodoviária e cerca de uma dezena de pequenas novas construções.

O projeto, classificado pelo Ministério da Economia como um «vasto plano de recuperação da rede básica» implicará ao todo 520 intervenções, das quais mais de metade serão grandes reparações nas infraestruturas já existentes.

Estas grandes reparações vão absorver 262,3 milhões de euros até 2019, enquanto as obras de arte (que neste contexto significa infraestruturas como pontes, viadutos ou túneis) serão alvo de um investimento de quase 90 milhões de euros.

O investimento na segurança rodoviária (46 milhões de euros) e em construção (22,4 milhões de euros) serão outros objetivos do projeto, que destina ainda 15,6 milhões de euros para obras de conservação corrente das infraestruturas já existentes.

Segundo o ministério, estas intervenções de proximidade têm «financiamento assegurado e serão pagas com parte do orçamento que foi possível poupar nos últimos anos em pagamentos de parcerias público-privadas».

O plano de proximidade de médio prazo tem «fontes de financiamento certas e identificadas, com uma calendarização objetiva que acompanha o orçamento plurianual da Estradas de Portugal», referiu o ministério.
Segundo explicou o ministério, «o último ciclo de investimentos em infraestruturas rodoviárias privilegiou os grandes investimentos públicos e retirou o foco de atenção das estradas nacionais e regionais, que hoje importa requalificar melhorando o nível de serviço às populações».