O conselho de administração dos CTT aprovou esta terça-feira o lançamento do Banco Postal, «dando continuidade à estratégia de expansão da oferta de produtos financeiros», adianta a empresa em comunicado enviado à Comissão de Mercado e Valores Mobiliários.

A conclusão do processo depende de uma atualização do projeto submetido ao Banco de Portugal e da sua apresentação pelos Correios ao banco central.

O objetivo é implementar um plano de negócios e contas previsionais ao abrigo dos quais as exigências de capital sejam de até 85 milhões de euros em três anos e até 100 milhões de euros em cinco anos, sem necessidade de capital adicional a partir do quinto ano.

Os CTT querem que o Banco Postal apresente receitas líquidas positivas a partir do terceiro ano de atividade, pretendendo-se que venha a poder distribuir dividendos a partir do sexto ano e que o lançamento deste projeto não tenha impacto na política de dividendos dos CTT.

No dia 02 de outubro, o presidente executivo dos CTT, Francisco de Lacerda, disse que a decisão sobre o Banco Postal ainda não estava tomada, mas que ia acontecer até ao final do ano.

Lucros crescem 16,5% até setembro

Os CTT também apresentaram esta terça-feira os resultados consolidados de janeiro a setembro, registando lucros de 52,6 milhões de euros, mais 16,5% do que em igual período do ano anterior. Os rendimentos operacionais totais cresceram 2,1%, enquanto os gastos operacionais cairam 1,5%, para 426,2 milhões de euros.

A empresa registou ainda uma redução homóloga de 2,5% dos trabalhadores, para 12.689 funcionários, por reforma sem substituição e não renovação de contratos a termo certo.