Cerca de 90 trabalhadores concentraram-se hoje em frente à sede da Galp, em Lisboa, para exigir um acordo de empresa, lamentando que a administração tenha pedido a caducidade do anterior, e admitem ir para a greve em junho.

Nós estamos a exigir termos um acordo de empresa, pois tivemos um acordo de empresa, que era válido, e a administração [da Galp], unilateralmente, pediu a sua caducidade. Desde então continuamos a lutar para termos um acordo de empresa, uma coisa que a administração nos vem negando”, disse à agência Lusa o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE Sul), ligado à CGTP.

Helder Guerreiro adiantou: “há um processo, mas na mesa negocial não se têm visto grandes evoluções por parte da administração. Andamos nesta luta há cerca de quatro anos e queremos que a administração perceba de uma vez por todas os argumentos dos trabalhadores”.

Segundo aquele responsável, que é também coordenador da Comissão de Trabalhadores da Galp, a posição da administração é “inaceitável e antidemocrática”.

Na opinião do sindicato, diz, há também “conivência” entre o Governo e a administração da empresa, pois, realçou, o Executivo “teima em não alterar a Lei” que permite “revogar e retirar” a cláusula da caducidade do acordo de empresa.

Helder Guerreiro, entende que a cláusula "só serve para chantagear os trabalhadores”, pelo que esta ação de luta “serve, mais uma vez, para denunciar” a situação junto dos acionistas, que hoje têm a sua assembleia-geral na sede da Galp, em Lisboa.

Após a concentração na sede da Galp, os trabalhadores deslocam-se para o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, onde vão entregar uma moção aprovada e que denuncia a falta de um acordo de empresa, que também foi hoje entregue na sede da petrolífera.

No caso de a administração prosseguir a sua posição “antinegocial e antidemocrática”, advertiu Helder Guerreiro, o SITE Sul, que pertence à Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal), admite vir a fazer uma greve em junho, embora ainda “não haja uma data" precisa.

A moção adverte para o facto de estar em causa o direito à contratação coletiva, lembra que os trabalhadores vão continuar a lutar pelo acordo de empresa e defende os direitos dos trabalhadores.