O número de trabalhadores portugueses registados em Espanha era, no final de julho, de 39.982, o que representa uma queda de 11,99% face ao mesmo mês de 2012, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Ministério do Emprego e Segurança Social.

Desde o início do ano a descida é menor tendo o total caído 2,64% face aos 41.067 trabalhadores portugueses registados a 01 de janeiro de 2013.

Em julho de 2012 estavam registados em Espanha 45.432 trabalhadores portugueses, com a descida desde aí a verificar-se particularmente no regime geral, onde se perderam mais de 5.000 postos de trabalho.

Uma análise dos dados disponibilizados pelo Ministério do Emprego e Segurança Social espanhol demonstra que a queda no número de trabalhadores portugueses é significativamente maior do que a redução no número total de trabalhadores estrangeiros.

No final de julho estavam em Espanha 1.632.903 trabalhadores estrangeiros o que representa menos 132 mil ou 7,4% face ao mesmo mês de 2012.

Do total de inscritos, 619 mil são procedentes da UE e os restantes de outros países.

Salvo exceções pontuais, o número de trabalhadores portugueses tem vindo a cair progressivamente nos últimos anos, depois de ter chegado, antes da crise, a ser o segundo maior entre os cidadãos da União Europeia.

A comunidade de trabalhadores portugueses é já a quinta entre as de cidadãos da UE, depois da Roménia (254 mil), Itália (64,6 mil), Bulgária (51,7 mil) e Reino Unido (53,5 mil).

Esta comparação torna-se ainda mais relevante tendo em conta que em 2007 os portugueses representavam cerca de 11 por cento dos trabalhadores da UE em Espanha e atualmente representam apenas cerca de 6,5 por cento.

Destacam-se ainda, pela sua dimensão, as comunidades de Marrocos (183 mil), Equador (97,7 mil), China (88 mil), Bolívia (77,8 mil) e Colômbia (74 mil).