Cerca de 30% dos empregadores portugueses não contratam porque não encontram trabalhadores com as competências de que precisam, concluiu um estudo feito pela consultora McKinsey, hoje divulgado, e que inclui informação sobre Portugal.

Apenas 46% dos empregadores portugueses consideram que há trabalhadores formados em programas de educação relevante para o mercado em número suficiente, o que quer dizer que «os jovens [portugueses] estão a estudar as coisas erradas», de acordo com o estudo «Educação e Emprego: Levar a juventude da Europa para o Trabalho».

«Três em cada 10 empregadores portugueses respondeu que não está a ocupar as vagas porque não conseguem encontrar candidatos com as competências certas e isto é um assunto particularmente crítico nas empresas pequenas», tendo Portugal uma carência no que se refere à capacidade de resolver problemas e à proficiência em inglês.

Esta insatisfação dos empregadores é também partilhada pelos estudantes portugueses: menos de metade (47%) considera que a sua educação pós-secundária melhorou as suas oportunidades de emprego.

O estudo - que incidiu também sobre o mercado de trabalho de França, Alemanha, Suécia, Reino Unido, Espanha, Grécia e Itália - foi hoje ­­­­apresentado em Lisboa, por Raul Galamba, da McKinsey, numa conferência organizada pela Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), em Lisboa.