Os números globais mostram redução de pessoal na Administração Pública, mas há cada vez mais gente no Estado a trabalhar sob vínculos precários. Em 2013 o emprego na função pública situava-se nos 563 595 empregos. Menos 22 mil postos de trabalho do que em 2012. Esta quebra justifica-se com as saídas para a reforma, não renovação de contratos com professores e pessoal médico e planos de rescisões amigáveis.

Já as formas de precárias de trabalho duplicaram em 2013. Há, agora, 24 465 situações de trabalho precário face aos 10 123 casos que existiam em 2012. Os dados são do Boletim do Estatística do Emprego Público, divulgado ontem Direção Geral da Administração Pública.

O número de contratos de trabalho de tarefas na administração central aumentou de 8 240 para 22 560 e o de avençados regista uma ligeira subida de 1 883 para 1 905. No global da administração central, regional e local há um crescimento de 89,9% na prestação de serviços em 2013 (mais 12 925 casos). Ou seja, um total de 27,296 pessoas em situação temporária a trabalhar no final do ano passado.

Os trabalhadores do Estado estão mais velhos. A média de idades na Administração Central passou de 43,6 para 45. Na origem deste envelhecimento está a saída massiva de pessoal e o congelamento de novas admissões.

Em cada dez trabalhadores da população ativa portuguesa, 1,05 trabalha na administração pública.