O desemprego em Portugal continua em níveis recorde, atingindo quase um milhão de pessoas, e não há perspetivas de baixar significativamente tão cedo.

O estudo patrocinado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos sobre a integração europeia mostra bem como é preocupante a trajetória da curva do desemprego.

Nos últimos 27 anos, o número de empregados, que começou por subir entre 1986 e 1992, estagnou e caiu nos últimos anos. Já o número de desempregados, que atingiu um valor mínimo em 1992, não parou de subir e em apenas 20 anos quintuplicou.

Nos últimos anos, as atividades que mais criaram emprego foram as dos serviços, em detrimento da agricultura, indústria e pescas.

A construção fechou 2009 com a mesma taxa de emprego de 1986.

Em 1986 havia um desempregado por cada dez trabalhadores. Em 2013, essa taxa de desemprego deverá quase duplicar e no final do ano deverá haver dois desempregados por cada dez trabalhadores.

No caso dos jovens, no entanto, em cada dez jovens em idade ativa, ou seja, entre os 15 e os 24 anos, quatro estão no desemprego.