Os trabalhadores da fábrica Parmalat em Águas de Moura e a administração da empresa não chegaram na quinta-feira a acordo sobre as reivindicações laborais devido à divergências sobre o reforço das escalas do pessoal, disse um dirigente sindical.

«Não houve acordo», declarou à Lusa Eduardo Florindo, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras (SITE/Sul).

Segundo o sindicalista, os trabalhadores estariam disponíveis para assinar a proposta feita pela empresa, mas sem a proposta do reforço nas escalas do pessoal.

Os trabalhadores do centro de produção de Águas de Moura, na Marateca (Setúbal) ¿ onde atualmente trabalham, de acordo com o sindicato, 120 pessoas - sustentam que «na prática, é flexibilidade, que já fazem, mas que não aceitam que passe a escrito».

«Está marcada uma nova reunião com a empresa no dia 08 de maio e, até lá, mantemos a greve ao trabalho suplementar e em dia feriado», sublinhou o sindicalista.

Eduardo Florindo acrescentou que, se não houver uma evolução nas negociações, os trabalhadores terão de partir para outras formas de luta, como a realização de uma semana de greve.

O sindicalista da (SITE/Sul) disse ter sido avançada pela empresa, numa reunião na passada quarta-feira, uma hipótese de atualização salarial de 1% (contra os iniciais 0,75%), acrescida de um «prémio extraordinário» de 0,5%, relativo a 14 meses, a ser pago no final do ano.

A administração da Parmalat ¿ que a agência Lusa não conseguiu, até ao momento, contactar ¿ terá também admitido conceder mais um dia de férias aos trabalhadores (elevando o total anual para 24 dias) e aumentar o valor do subsídio de refeição de 6,56 para 6,83 euros.

No feriado da passada sexta-feira e no domingo a greve na fábrica da Parmalat contou, segundo o sindicato, com a «adesão total» dos trabalhadores.