O primeiro-ministro anunciou esta terça-feira a Startup Portugal. Trata-se uma estratégia nacional assente em 15 medidas para o empreendedorismo, numa réplica daquilo que foi feito na Startuo Lisboa. 

António Costa discursava na inauguração das novas instalações da Uniplaces, na baixa lisboeta, uma plataforma online para que os estudantes encontrem alojamento, defendendo que é necessário "fazer do país um grande país de empreendedor, onde cada ideia tem a oportunidade de se realizar e um país que derruba todas as barreiras que surjam à concretização das ideias".

"Cada uma daquelas medidas visa que cada boa ideia que surja se possa tornar numa boa empresa no futuro. Temos que criar condições para atrair capital, pessoas, talento, abrir mercados, criar condições e romper limitações administrativas para testar o que é novo"

Defendeu, assim, a necessidade de "derrubar barreiras e criar liberdade para que as ideias possam florescer".

O chefe de Governo recordou a história de um país, que em 2011, "estava numa crise muito profunda" e, na altura como presidente da Câmara de Lisboa, foi adotado um lema na autarquia: "Para cada má notícia é necessária uma boa iniciativa".

As 15 medidas

- Alargar as competências da Portugal Ventures, a entidade que gere o investimento público em startups, que ficará "responsável por coordenar, implementar e monitorizar as medidas"

-  Lançar o Startup Voucher, destinado a apoiar jovens com formação universitária para desenvolverem projetos empresariais

- Criar de vales de Incubação e de Aceleração

- Lançar do Programa Momentum, uma iniciativa que já foi testada na Startup Lisboa e destinada a recém-licenciados que tenham beneficiado de bolsas de ação social na universidade/politécnico.

- Regulamentar novas formas de financiamento

- Lançar linhas de co-financiamento com Capitais de Risco e com Business Angels

- Lançar as Calls Startup Portugal

- Disponibilizar o Programa Semente, através do qual haverá "um regime fiscal mais favorável de tributação das mais-valias obtidas através do investimento em ‘startups’"

- Rede Nacional de Incubadoras

- Rede Nacional de FabLabs, onde são geradas "sinergias entre os equipamentos já existentes e promovendo novos espaços de prototipagem".

- Criar de uma aceleradora de empresas portuguesa de referência na Europa

- Promover das ‘startups’ portuguesas nos maiores eventos tecnológicos do mundo.

- Alavancar a participação portuguesa no Web Summit

- Criar uma Zona Franca Tecnológica

- Orientar o Simplex também para as ‘startups’