Portugal colocou o máximo de 1250 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a 3 e 12 meses, e com uma subida marginal no prazo mais longo após mínimos históricos, segundo o IGCP.

Este foi o primeiro leilão após Portugal ter concluído o resgate financeiro da troika, a 17 de maio.

A taxa média ponderada da colocação de BT a 3 meses caiu

para 0,432% em relação ao último leilão de 19 de fevereiro, mas a TPM de emissão a 12 meses subiu marginalmente para 0,617%.

A procura dos Bilhetes do Tesouro a 3 meses excedeu a oferta em 5,66 vezes e a colocação a 12 meses registou uma procura de 1,75 vezes superior à oferta.

No final de março, o presidente do instituto, Moreira Rato, disse no parlamento que a almofada financeira prevista para 2014 era de sete mil milhões de euros, mas que esperava conseguir uma reserva maior, afirmando que «o que pode fazer sentido» para este ano é ter «uma 'almofada' à volta de 10 mil milhões de euros».

Em abril, Portugal fez o primeiro leilão de dívida de longo prazo sem recurso a sindicato bancário desde 2011, tendo colocado 750 milhões de euros em Obrigações do Tesouro.

O diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa, Filipe Silva, afirmou que as variações nas taxas de juro dos leilões de hoje foram «muito pequenas, quer a descida nos 3 meses, quer a subida nos 12 meses, são quase insignificantes».

«A maior pressão nos juros da dívida a 10 anos dos últimos dias, que foram acima dos 4%, mas hoje já desceram, não teve qualquer influência» nos leilões de BT de hoje, disse, defendendo que «Portugal continua a apresentar um binómio risco/retorno muito interessante para os investidores, o que justifica a elevada procura».

«Os leilões correram com normalidade o que, tratando-se de BT (dívida de muito curto prazo), não é grande surpresa», concluiu.

As yelds da periferia do euro, incluindo as portuguesas, têm recentemente sofrido com o receio dos investidores que os partidos europeus dos extremos do espectro político tenham uma forte votação nas eleições para o Parlamento Europeu, a 25 de maio.

Se o cenário se confirmar, segundo a Reuters, o temor do mercado é que possam ser postas em causa políticas de consolidação orçamental e de reformas estruturais, aumentando o risco político na Europa.