Centenas de pessoas estão a participar, em Lisboa, numa manifestação contra a privatização da Empresa Geral do Fomento (EGF), vão em direção ao Parlamento empunhando cartazes e faixas com frases de protesto, como «Não à privatização!» e «Em defesa dos postos de trabalho!».

Depois do ministro do Ambiente anunciar, na quinta-feira, que os sete candidatos à privatização da EGF, apresentaram propostas não vinculativas que cumprem os requisitos «indispensáveis» para passarem à segunda fase do processo, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, organizações sindicais e Associação de Municípios da Região de Setúbal promoveram este protesto.

Os 19 municípios acionistas da Valorsul (empresa participada pela EGF) reafirmaram por carta aos privados interessados que discordam da decisão do Governo, que põe em causa a sua «relação exclusiva» como clientes e fornecedores da matéria-prima da empresa.

A EGF é responsável pela recolha, transporte, tratamento e valorização de resíduos, através de 11 empresas concessionárias, entre as quais a Valorsul, que atua em 19 municípios da Área Metropolitana de Lisboa e da zona Oeste, também acionistas.

Na carta que enviaram às empresas potencialmente interessadas em adquirir a EGF, os municípios afirmam que querem «deixar bem claro» que estão «indignados pela decisão unilateral do Estado de alienar a sua participação na empresa, sem diálogo com os municípios e impedindo-os de adquirir as participações que indiretamente aliena».

O agrupamento constituído pelas empresas Beijing Capital Group e Capital Environment Holdings Limited, a DST, o agrupamento constituído pelas empresas EGEO e a Antin Infrastructure Partners, o consórcio composto pela Odebrecht e Solvi, o formado pela Mota-Engil e Urbacer, a Indaver e a FCC são as empresas que concorrem à privatização da EGF.