Durão Barroso recusou esta terça-feira comentar a proposta do primeiro-ministro para criar um veículo para ativos tóxicos da banca - ou seja, um banco mau para o malparado -, mas defendeu que "algo deve ser feito para resolver o problema da banca em Portugal.

"Não conheço essa proposta não posso, pois, comentá-la. O que posso dizer é que algo deve ser feito em Portugal para resolver a questão dos bancos"

O também ex-primeiro-ministro português e ex-presidente da Comissão Europeia justificou essa necessidade afirmando que "a situação da banca portuguesa continua difícil apesar de todos os esforços feitos" e que "é do interesse português e europeu" encontrar uma solução, frisou, citado pela Lusa, à margem de uma conferência em Lisboa.

"Para que haja plena confiança na banca portuguesa e para que não continuem a surgir notícias (...) sobre este ou aquele banco, num caso recente, a resolução de um banco"

Durão Barroso sublinhou, neste contexto, o papel essencial do sistema bancário português enquanto “principal meio de financiamento da economia”.

Mais: os problemas de competitividade não se resumem ao sistema bancário. Barroso defende a prossecução de “reformas estruturais”, mas repete que “é sem dúvida um problema”, para concluir: “Se houver propostas interessantes e inteligentes para o resolver, muito bem”.