O turismo nacional viveu o seu melhor mês de junho este ano, tanto em número de hóspedes como em dormidas. Prova de que o setor turístico continua a representar uma importante fatia da economia portuguesa. O Turismo de Portugal antecipa um reforço destes números na época alta, nomeadamente nos proveitos e rendimento por quarto.

Os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística são expressivos: 1,9 milhões de hóspedes (mais 10,3%) e 5,5 milhões de dormidas (mais 9,6%) em relação ao mesmo mês de 2015. Se olharmos para todo o primeiro semestre, o crescimento de hóspedes foi de 10,8% e o de dormidas 11,2%.

Dos mais de 5 milhões de dormidas, destaca-se a melhoria do mercado interno, ou seja, dos turistas residentes em Portugal que foram passear dentro de portas (+,73% ou 1,5 milhões de dormidas).

Turistas estrangeiros

O Reino Unido representou 27,7% do total, com uma subida de 9,5%, mas desacelerou face aos últimos meses de abril (+15,5%) e maio (+13,3%). Junho foi o mês do referendo britânico, cujos resultados só foram conhecidos a 24 de junho. As estatísticas de julho permitirão aferir melhor o impacto que o Brexit pode estar a ter nas escolhas dos britânicos para férias.

França (+24,8%) 

Alemanha (+9,9%)

Reino Unido (+9,5%)

Espanha (+8,5%)

Países Baixos (+16,8%)

Polónia (+18,9%)

Estados Unidos (+18,8%)

Itália (+16,3%), “mercado que evidenciou uma notável recuperação (-0,4% em maio)”

Brasil (+2,8%)

Norte e Açores em alta

Em termos geográficos o maior aumento de dormidas registou-se no Norte (+15,1%), na Região Autónoma dos Açores (14,1%) e no Alentejo (14%). Ainda assim, a maior procura de alojamentos encontra-se em Lisboa (21,7% do total de dormidas) e no Algarve (39,5% do total de dormidas), apesar de a média de cada estadia não chegar a três noites.

O Algarve continua a ser o destino de excelência para quem reside em Portugal (32,2% do total). Lisboa está taco a taco com o Norte do país (em torno dos 18% cada).

A opção por pousadas está a aumentar (13,8% em junho), bem como de hotéis (+12%), com o INE a destacar as unidades de quatro estrelas (mais 13,6%) que representam 49,3% do total.

Mais turistas significam mais dinheiro para os estabelecimentos turísticos. Os proveitos aumentaram em todas as regiões, nomeadamente nos Açores (+27,0% de proveitos totais) e Norte (+23,6%).

“Os resultados expressivos dos proveitos poderão em parte ter beneficiado da situação de instabilidade de países concorrentes, com consequente aumento da procura de alguns mercados, motivando a implementação de estratégias comerciais de aumento de preços”, explica o INE.