Portugal regressa ao mercado na quarta-feira da próxima semana para uma emissão de dívida de longo prazo, com uma linha a cinco anos e outra a 10, esperando arrecadar entre 750 e 1.000 milhões de euros.

Num comunicado hoje emitido, a Agência de Gestão da Tesouraria e do Dívida Pública (IGCP) indica que vai realizar dois leilões de Obrigações do Tesouro (OT): um com maturidade em abril de 2021 e outro que vence em julho de 2026.

A última emissão de Obrigações do Tesouro a cinco anos realizou-se em junho deste ano, altura em que foram colocados no mercado 600 milhões de euros a uma taxa de juro média de 1,843%.

Já a emissão de Obrigações do Tesouro a 10 anos mais recente aconteceu em julho, quando foram colocados 584 milhões de euros, com uma taxa de juro média de 3,093%.

Esta será a primeira emissão de dívida realizada depois de o Estado e a Comissão Europeia terem chegado a acordo sobre o plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que, entre outras operações, vai implicar um aumento de capital de 2,7 mil milhões de euros.

Esta injeção de capital público deverá obrigar o IGCP a alterar o programa de financiamento do Estado deste ano, uma vez que se trata de uma operação não prevista inicialmente no Orçamento do Estado para 2016.