Os credores oficiais (União Europeia, FMI e BCE) são responsáveis por 44% da dívida direta do Estado, segundo dados do IGCP e do BCE, citados pelo Diário Económico. As 3 entidades detêm 92,3 mil milhões de euros dos 208,7 mil milhões de dívida direta do Estado. A dívida pública total é de 213,9 mil milhões de euros.

O valor detido pelos credores oficiais incluem os 72,5 mil milhões de euros recebidos ao abrigo do programa de assistência e 19,8 mil milhões de euros que o BCE ainda detém em obrigações compradas durante o anterior programa de compra de dívida do banco central.

A posição dos credores oficiais é equivalente a 56% do PIB, sendo que a dívida pública total corresponde a 129,4% do PIB. Em segundo lugar vêm os investidores portugueses. Entre a banca, seguradoras, retalho e entidades públicas, os investidores domésticos asseguram 31% da dívida do Estado.

«Uma parte importante dos credores são fundos de pensões, bancos e seguradoras, e se o aumento do prémio de risco for grande e tiverem de registar perdas, como estão curtos de capital voltamos a cair sobre os aforradores portugueses», sublinhou o ex-secretário de Estado do Tesouro, António Nogueira Leite.