O Banco BPI alienou metade das suas carteiras de dívida pública portuguesa e italiana, cujo valor nominal ascendia a 1337,5 milhões de euros, numa operação que gerou menos-valias após impostos de 102 milhões de euros.

«Esta decisão de reduzir a exposição à dívida pública tem como objetivo reduzir a volatilidade futura dos rácios de capital», explicou Fernando Ulrich, presidente do BPI, numa conferência de imprensa em Lisboa.

O banqueiro apontou para a introdução da nova diretiva europeia CDR IV - que entrou em vigor a 1 de janeiro e que transpõe para a União Europeia as normas de Basileia III - que implica que as menos-valias potenciais associadas aos títulos de dívida pública e às respetivas coberturas passam a estar totalmente refletidas, aos preços do mercado em cada momento, no rácio common equity tier 1.

Na prática, as novas regras fazem aumentar a volatilidade dos rácios de capital da banca, que passam a estar permanentemente dependentes das oscilações do mercado de dívida.