O Estado arrecadou 61 milhões de euros em certificados de aforro em outubro, em termos líquidos, abaixo do valor conseguido em setembro, de acordo com o boletim mensal da agência que gere a dívida pública.

O IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública divulgou hoje que os particulares investiram 131 milhões de euros em certificados de aforro em outubro e levantaram 70 milhões, o que dá 61 milhões de euros em termos líquidos, abaixo dos 99 milhões de euros do mês anterior.

Já desde o início do ano, foram investidos mais 411 milhões de euros em certificados de aforro, cujo saldo era no final de outubro de 10.080 milhões de euros.

Quanto aos certificados do tesouro, houve 30 milhões de euros investidos em outubro, estando aplicados neste instrumento um total de 1.415 milhões de euros, menos um milhão de euros do que no final de dezembro do ano passado.

O Governo tem vindo a tentar captar a poupança das famílias para a dívida pública e depois de, em agosto do ano passado ter alterado as condições de remuneração dos certificados de aforro, no final de outubro deste ano lançou os Certificados do Tesouro Poupança Mais, cujas subscrições ainda não vêm refletidas neste boletim do IGCP.

No entanto, segundo dados avançados à Lusa pelo instituto, só nos primeiros dois dias de vigência, o novo produto de poupança atraiu 59,7 milhões de euros.

Estes certificados, que custam um euro cada e têm um montante mínimo de subscrição de mil unidades, podem ser subscritos nas estações dos CTT - Correios de Portugal por investidores particulares, por prazos de cinco anos, com remunerações que vão dos 2,75% no primeiro ano aos 5% nos quarto e quinto ano.

A banca tem sido crítica quanto a estes produtos, considerando que o Estado se devia limitar à regulação e não a lançar produtos concorrentes aos depósitos bancários.