O Estado arrecadou quase dois mil milhões de euros em Certificados de Aforro e do Tesouro em janeiro, antes de o Governo ter alterado as taxas de rendibilidade destes produtos de poupança, a partir de fevereiro.

Segundo a Lusa, de acordo com o boletim mensal da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), hoje publicado, o Estado tinha 12.612 milhões de euros em Certificados de Aforro no final de janeiro deste ano, mais 470 milhões de euros do que em dezembro de 2014, e mais 6.519 milhões em Certificados do Tesouro, um acréscimo de 1.472 milhões face a dezembro.

Quanto aos Certificados de Aforro, as famílias portuguesas investiram 646 milhões de euros neste produto de poupança em janeiro e amortizaram 176 milhões de euros, ao passo que investiram 1.474 milhões de euros em Certificados do Tesouro, tendo levantado apenas três milhões de euros.

No programa de financiamento do Estado para 2015, o IGCP tinha antecipado uma contribuição positiva de 2,5 mil milhões de euros de produtos de retalho, um objetivo que fica praticamente cumprido apenas em janeiro.

A 30 de janeiro, o Governo anunciou a criação de uma nova série de certificados de aforro, a D, disponível a partir da segunda-feira seguinte, 02 de fevereiro, com uma taxa bruta de subscrição de 1,058%.

As séries anteriores mantiveram as condições de remuneração, sendo que por exemplo os Certificados de Aforro da série C subscritos em janeiro pagam taxas de juro anual de 3,069%.

Também as condições de remuneração dos Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM) foram alteradas, passando para 1,25% a um ano, menos 1,50 pontos percentuais do que a taxa anteriormente em vigor, de 2,75%.

A taxa dos CTPM a dois anos desceu para 1,75%, em vez dos 3,75% anteriores, a três anos caiu para 2,25% (contra 4,75%), a quatro anos baixou para 2,75% (5,00%) e a cinco anos passou para 3,25% (face aos anteriores 5,00%).

A estas taxas base da nova série dos certificados de aforro acrescem prémios de permanência de 0,5% do 2.º ao 5.º ano e 1% do 6.º ao 10.º ano.

A 15 de janeiro, o Governo tinha anunciado a redução dos juros dos certificados de aforro e do tesouro, a partir de fevereiro, refletindo a redução dos custos de financiamento do Estado, um ajustamento que se limita às novas subscrições.