O preço de um café para o consumidor final, em Portugal, poderá crescer até 50%, em 2014, devido ao efeito do clima seco que afetou o maior produtor mundial, o Brasil, que registou o mês de janeiro mais quente dos últimos 20 anos.



As perspetivas de clima seco, baixaram as perspetivas de colheitas e o preço do café no mercado internacional atingiu um máximo de 16 meses.



«Com uma subida de mais de 50% do preço do café em apenas 2 meses, perspetiva-se que possa ter um impacto significativo no comércio nacional de café, em particular, junto do consumidor final», alerta João Pinto, trader da Golden Broker, citado em comunicado enviado às redações.



Em Portugal, cerca de 80% dos portugueses bebe café diariamente, em média 2,2 chávenas/dia, sendo o consumo nacional de 4,1Kg/per capita.



«Estes valores têm vindo a diminuir, pois 80% dos portugueses bebem café fora de casa e os preços têm subido, com a taxa do IVA a ser responsável pelos cerca de €0,65 que se paga em média por um café», sublinha João Pinto, sem deixar de notar que, entre março de 2011 e outubro de 2013, o preço do café caiu 70% e nenhum cidadão viu o preço do café ser reduzido nos estabelecimentos comerciais.



De acordo com o trader da Golden broker, embora nos últimos 2 anos não tenha havido uma queda significativa no preço do café para os consumidores, poderá agora haver algum aproveitamento por parte dos produtores e distribuidores para subirem o preço do café no retalho, e, assim repercutir-se no consumidor final com uma potencial subida no preço do café ao consumidor final.

A americana Starbucks, recorda o mesmo responsável, já sente a subida do preço do café, uma vez que a cotação das suas ações já começou a cair.