A taxa de poupança das famílias aumentou para 10,1% do rendimento disponível e a sua capacidade de financiamento também subiu para os 5,4% do PIB no segundo trimestre de 2014, revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística.

Défice deste ano deverá atingir 4,8%

Segundo as Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional divulgadas pelo INE, já com o novo Sistema Europeu de Contas (SEC2010), a taxa de poupança das famílias «fixou-se em 10,1% do rendimento disponível, superior aos 9,6% no ano terminado no trimestre anterior, “devido sobretudo ao aumento do rendimento disponível (variação de 1,3%)».

A capacidade de financiamento das famílias aumentou de 5,1% do PIB no ano acabado no primeiro trimestre de 2014 para 5,4%, resultado que foi influenciado também pelo aumento do rendimento disponível, «que mais que compensou o aumento de 0,7% da despesa de consumo final».

O aumento do rendimento disponível foi determinado pelo aumento das remunerações e pelo saldo positivo dos rendimentos de propriedade, explica o INE.

Por outro lado, a capacidade de financiamento da economia portuguesa aumentou para 1,6% do PIB no segundo trimestre do ano, mais 0,2 pontos percentuais do que no trimestre anterior.

«Esta evolução deveu-se essencialmente à redução dos rendimentos de propriedade pagos ao exterior (taxa de variação de -3,9%), que mais do que compensou a evolução desfavorável do Saldo Externo de Bens e Serviços. As importações e as exportações aumentaram 0,5% e 0,3%, respetivamente, no ano acabado no segundo trimestre de 2014», refere o instituto de estatística.