Sou um investidor moderado. Gosto de ganhar dinheiro, como toda a gente, mas não sou do tipo de arriscar grande parte do meu património. Assim, sempre fui adepto de uma política de investimento/poupança com níveis adequados de diversificação e contando com a teoria financeira para melhorar a relação entre o risco e o retorno esperado.

Diz-nos a teoria financeira que para maximizar a relação entre o risco de uma carteira e o retorno esperado dessa carteira deveremos incluir o ativo dito «sem risco». Neste contexto, os Certificados de Aforro podem-se assumir como um dos ativos menos arriscados para o investidor particular português.

Depois de terem perdido o seu atrativo com as sucessivas alterações à fórmula de cálculo do retorno, o anterior ministro das Finanças decidiu alterar o prémio de permanência das várias séries de certificados, tendo tornado estes produtos uma alternativa bastante interessante, especialmente quando comparando com os populares e típicos depósitos a prazo.

Diz-nos o portal dos CTT, onde podemos subscrever estes produtos, que a taxa de retorno dos Certificados de Aforro é de 3.22% ao ano. Esta taxa está disponível para investimentos a partir de 3 meses (recordar que o período mínimo de permanência é de três meses) e para investimentos a partir de 100€.

Para termos taxas de depósito desta magnitude, temos de investir no mínimo 500€ e em prazos a partir de dois anos. E atenção que os níveis de risco são distintos, apesar dos Certificados não disporem do mecanismo de proteção aos depositantes, conhecidos como Fundo de Garantia.

Assim, olhando friamente para estas duas alternativas, é fácil perceber qual a mais interessante para a generalidade das pessoas.

Em qualquer dos casos, o importante é termos uma estratégia de investimento/aforro diversificada e fazer contas, não acreditando em soluções fechadas e únicas.

João Morais Barbosa