O número de milionários em Angola subiu 68% entre 2007 e 2013, situando-se agora nos 6.400, de acordo com os dados da consultora New World Wealth a que a Lusa teve acesso.

De acordo com os dados, havia 3.800 cidadãos angolanos com um valor líquido superior a um milhão de dólares em bens (728.500 euros), nos quais se exlui o valor da residência oficial.

Neste período entre 2007 e setembro de 2013, a subida percentual de Angola (68%) só é ultrapassada pela da Etiópia, cujo número de milionários mais que duplicou em seis anos: de 1.300 para 2.700, segundo os dados desta consultora baseada em Oxford, Reino Unido, e com uma representação em Joanesburgo, na África do Sul.

Se Angola está em segundo lugar na curva de crescimento percentual relativa ao número de milionários, em termos absolutos também aparece no top ten africano, ficando em sexto lugar, atrás da África do Sul (48.700 milionários), Egito (22.800), Nigéria (15.700), Quénia (8.300) e Tunísia (6.400).

Segundo as previsões da consultora NWW, em 2030 Angola passará para o quinto lugar da lista de milionários em África, subindo 144% para os 15.600, e ficando atrás da África do Sul, que mantém a liderança da lista, e da Nigéria, Egito e Quénia, ultrapassando, assim, a Tunísia.

Os dados a que a Lusa teve acesso complementam a informação pública divulgada na quinta-feira passada pela Bloomberg, que afirmava que o homem mais rico de África, Aliko Dangote, é nigeriano e tem ativos no valor de 22 mil milhões de dólares.

«Estamos a prever que a Nigéria, o Gana e o Quénia sejam os maiores condutores no crescimento do negócio da gestão de riquezas em África», disse Andrew Amoils, um analista do escritório de Joanesburgo da NWW, acrescentando que esses países «já têm setores bancários relativamente bem desenvolvidos, portanto o passo para a banca privada [atendimento específico a clientes abastados] é um movimento lógico».

O relatório da consultora britânica não apanhou de surpresa os principais bancos que investem na gestão de fortunas, como o Barclays, o HSBC Holdings ou o UBS, o maior do mundo, que já tinha afirmado no mês passado que a Nigéria e Angola são as prioridades do banco na aposta na captação de novos clientes milionários.