É uma notícia que não agrada a todos.

O feriado de 1 de janeiro já vai ser pago sem cortes, uma vez que o Governo não vai voltar a prolongar a redução de 50% no pagamento do trabalho suplementar ou prestado em dia de feriado, tal como tinha sido pedido pelo patronato, sabe o «Dinheiro Vivo».

Associação das Indústrias Portuguesas está contra a medida

Note-se que desde agosto de 2012 que os trabalhadores do setor privado estão a receber menos pelo trabalho suplementar.

Segundo a lei, o trabalhador recebe na primeira hora extra a remuneração normal correspondente àquele tempo mais 50%. Depois, nas horas seguintes, o pagamento extra passa para 70%.

Agora, os cortes acabam e os trabalhadores recebem 25% na primeira hora e 37,5% nas restantes e o mesmo acontece com os feriados: o Código do Trabalho prevê que sejam pagos a 100%.

Recorde-se que o corte nos pagamentos dos feridos e horas extra prolongou-se de julho para 31 de dezembro e agora o Executivo não vai voltar a renovar a medida.

No entanto, os patrões insistem que é necessário prolongar o acordo, uma vez que não veem melhorias «significativas na economia» e dizem que as tesourarias de muitas empresas não vão conseguir aguentar o agravamento dos custos salariais.

Esta manhã e em reação à medida, a CGTP aplaude a medida e diz que  o pagamento dos feriados e das horas extraordinárias sem cortes, a partir de janeiro de 01 de janeiro de 2015, vai permitir a criação de mais emprego.

«Achamos que é reposta a legalidade. O Governo entrou claramente numa situação de ilegalidade quando se intrometeu na contratação coletiva e assumiu a suspensão do pagamento do valor do trabalho extraordinário estipulado nos contratos coletivos de trabalho», afirmou Arménio Carlos.

Na mesma linha, a UGT saúda a decisão e diz que pagamento «peca por tardio».