O Governo e os parceiros sociais já estão reunidos em sede de Concertação Social para discutir, entre várias matérias, o aumento do salário mínimo nacional e as medidas que compõem o guião da Reforma do Estado.

No encontro, que começou pelas 15:20 no Conselho Económico e Social (CES), estão presentes, além das confederações patronais e sindicais, os ministros do Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, e da Economia, António Pires de Lima.

Os secretários de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, e da Administração Pública, Leite Martins.

Da agenda deste encontro, além do salário mínimo nacional e do guião da Reforma do Estado, constam também medidas de estímulo à natalidade e conciliação da vida familiar com a vida profissional e políticas ativas de emprego.

À entrada para a reunião, convocada pelo executivo na quinta-feira à noite, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, considerou que os parceiros vão «entrar numa nova fase de simulacro de discussão».

«Para nós, a discussão do salário mínimo nacional tem de ser feita de forma autónoma porque há um processo para encerrar, há um acordo que não foi cumprido e precisa de ser atualizado. Misturar a questão do salário mínimo com a discussão de outras matérias é viciar o jogo», considerou o líder sindical.

Relativamente ao facto de o Governo ter decidido não avançar com uma redução nas indemnizações em caso de despedimento, conforme terá sido proposto pela troika, Arménio Carlos afirmou que esta «era uma inevitabilidade face à contestação que esta proposta estava a ter em termos gerais, quer do ponto de vista dos trabalhadores, quer da sociedade».

Da parte das confederações patronais, o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, optou por não comentar a questão das indemnizações, argumentando que o Governo nunca apresentou qualquer proposta aos parceiros sociais sobre esta matéria.

Sobre o salário mínimo nacional, Vieira Lopes repetiu o que já havia dito noutras reuniões: «A CCP está disposta a aumentar o salário mínimo para 500 euros, mas só a partir de 01 de janeiro do próximo ano».