O E-fatura vai recuperar todas as faturas com despesas de saúde com IVA a 23% e colocá-las pendentes nas páginas dos contribuintes, uma vez que as novas regras de dedução de despesas de saúde têm efeitos retroativos desde janeiro.
 
Depois, cada contribuinte terá que verificar cada fatura uma a uma e indicar aquelas em que as despesas estão suportadas por receita médica. E só assim essa fatura poderá contar para as deduções de saúde em sede de IRS.
 
Até aqui, essas despesas estavam a ser direcionadas pelo sistema informático do Fisco para as chamadas ‘despesas gerais familiares’, mas agora vai ser preciso requalificar cada fatura.
 
Por cada fatura que identifique, o contribuinte terá que assinalar o campo, associar a receita, indicar depois o valor da fatura correspondente, separando desta forma os produtos com 6% de IVA e 23%, com e sem receita.
 
No entanto, e para que as faturas sejam recuperadas pelo Fisco, é preciso que tenham código de classificação portuguesa das atividades económicas adequado.

Os contribuintes que tenham dificuldades em realizar estas operações no computador devem dirigir-se às repartições de Finanças: segundo informação da Autoridade Tributária, os funcionários farão essa validação online para quem entregue ainda a declaração de IRS em papel.