Bruxelas alerta que o preço da eletricidade possa subir mais de 3,3% este ano e que os aumentos sejam superiores ao esperado nos próximos anos para que Portugal cumpra a meta de redução do défice tarifário em 2020.

No relatório que dá seguimento ao mecanismo de alerta de desequilíbrios macroeconómicos no âmbito do Semestre Europeu, divulgado esta quinta-feira, a Comissão Europeia afirma que as medidas tomadas para diminuir o défice tarifário «parecem insuficientes para alcançar as metas» da redução do défice tarifário.

Bruxelas refere que o défice tarifário deve atingir um pico de 4.800 milhões de euros este ano, (estimativa que é superior em 400 milhões de euros ao inicialmente projetado para 2015), «o que implica que o aumento de 3,3% das tarifas de eletricidade em 2015 não vai ser suficiente para alcançar a meta de redução do défice até 2020».

Além disso, o aumento do défice tarifário «enceta um risco para o objetivo inicial das autoridades, (que era) de limitar as subidas de preço anuais entre 1,5% e 2% acima da inflação», referem os técnicos europeus.

«Isto significa que o objetivo de redução do défice em 2020 vai exigir tarifas persistentemente mais altas do que as que foram inicialmente projetadas», adverte o Executivo Comunitário.

O défice tarifário surge quando as receitas que se obtêm pela fatura da eletricidade não chegam para cobrir todos os custos associados.