Fechada a torneira do crédito para compra de habitação própria, a solução para conseguir ter uma casa passa, em muitos casos, pelo arrendamento. Os bancos estão a financiar também essa opção, disponibilizando liquidez para fazer face às despesas iniciais do arrendamento, escreve o «Jornal de Negócios».

O problema são as taxas de juro, que chegam aos 14%, avisa a Associação de Defesa do Consumidor (Deco), que alerta para o incentivo ao endividamento.

O Banco Popular e o ActivoBank são dois casos que lançaram créditos pessoais que permitem pagar os custos inicias dos contratos, ou mesmo as rendas.

O ActivoBank exige apenas que o cliente tenha o ordenado domiciliado no banco. Já o Popular, exige subscrição do seguro de vida, conta ordenado, cartão de débito e de crédito e ainda um pagamento domiciliado.

O «Jornal de Negócios» pediu uma simulação para um crédito de 2.500 euros a três anos para duas pessoas de 30 anos. No final do prazo, os 2.500 euros pedidos têm um custo de 3.145,32 euros. A Taxa Anual Efetiva Global (TAEG), que tem implícitos todos os custos associados ao financiamento, chega aos 14,2% no ActivoBank. No caso do Popular, a taxa não inclui todos os custos associados e é por isso mais baixa. Mesmo assim, o «Crédito Arrenda Fácil», que pode ir dos 2.500 aos 5.000 euros, com prazos entre um e dois anos, é de 6%, de acordo com a informação avançada pelo banco.