O turismo dentro da União Europeia (UE) deverá registar novo aumento em 2014, segundo um inquérito divulgado esta quinta-feira pela Comissão Europeia, com apenas 11% dos europeus a não preverem ir de férias este ano devido à atual situação económica.

Segundo o «Eurobarómetro» sobre turismo hoje divulgado em Bruxelas, para 44% dos europeus a situação económica não altera os seus planos de férias, 33% contam ir de férias, embora alterando os seus planos, e apenas 11% indicam que este ano não viajarão (enquanto 4% nunca vão de férias e 8% ainda não sabem ou não responderam).

Em Portugal, a percentagem de inquiridos que dizem que a situação económica não tem impacto e irão de férias como em anos anteriores é metade da média europeia (22%), e a terceira mais baixa do conjunto da UE, apenas atrás de Grécia e Chipre, mas são apenas 16% aqueles que dizem que a crise os impede de ir de férias este ano, pois os restantes contam viajar, ainda que adaptando os planos, sobretudo gastando menos ou por períodos mais curtos.

O inquérito, referente também a 2013, indica que, no ano passado, o setor foi um motor de crescimento económico, induzido pela procura interna, com mais pessoas a optarem por passar férias fora do seu próprio país, mas no território da UE: em 2013, 38% dos europeus passaram as férias principais noutro país da União, o que representa um aumento de cinco pontos percentuais em relação a 2012.

Ao mesmo tempo, apenas 42% das pessoas passaram as férias principais no seu próprio país, o que representa uma diminuição de cinco pontos percentuais em relação a 2012, e apenas um quinto (19%) gozou as férias principais fora dos países da UE, o que corresponde a uma diminuição de 2% em comparação com 2012.

«Enquanto comissário europeu responsável pelo turismo, não posso esconder o meu entusiasmo. As atitudes dos europeus em relação às viagens, hoje publicadas, constituem um sinal da fiabilidade e do elevado desempenho do setor do turismo, que continua a ser o forte motor económico para a recuperação da UE. Os números falam por si, enquanto as preferências e as opiniões expressas no inquérito demonstram o modo como o desempenho robusto e resiliente do setor deverá prosseguir em 2014», comentou Antonio Tajani, vice-presidente da Comissão.