O défice da execução orçamental nos primeiros sete meses do ano foi de 5.823,4 milhões de euros, mais 389 milhões do que no período homólogo.

O Editor de Economia, da TVI, Vasco Rosendo, analisa os números da execução orçamental

Entre janeiro e julho a receita fiscal líquida ascendeu a 19.898 milhões de euros, um aumento de 735,1 milhões face ao montante cobrado em igual período de 2013, superando o objetivo inscrito no Orçamento do Estado para 2014.

PSD atribui aumento da despesa à reposição de salários e subsídios

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No caso do IVA, o aumento foi de 400 milhões de euros até julho, um crescimento de 5,5% em relação ao período homólogo. No total dos impostos indiretos, o crescimento foi de 4,8%, para os 10,8 milhões de euros.

Já a receita líquida acumulada dos impostos diretos (IRS e IRC) cresceu 2,8%, fixando-se nos 9,1 milhões de euros.

A despesa consolidada registou um aumento de 5,8%, devido à reposição salarial dos funcionários públicos, dos encargos com pensões e outros encargos da dívida pública.

As despesas com pessoal aumentaram 9,3%, devido ao pagamento do subsídio de férias da função pública e da reposição dos salários conforme decisão do Constitucional. Já a despesa acumulada com juros e outros encargos cresceu 8,6%.

Saldo da Segurança Social melhora em 94 milhões

O saldo global da Segurança Social foi de 266,2 milhões de euros até julho, uma melhoria de cerca de 94 milhões de euros face ao período homólogo.

No caso da receita, o acréscimo foi de 0,5%, justificado pelas transferências da administração central e pelo aumento das das contribuições e quotizações.

A despesa desceu 0,1%, devido à redução das ações de formação profissional e das prestações com subsídio de desemprego e apoio ao emprego.