O Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários (SNQTB) criticou, esta sexta-feira, o processo de despedimento coletivo anunciado na quinta-feira pela gestão do Novo Banco, garantindo que vai apresentar alternativas às autoridades.

"Na sequência do plano de reestruturação que o Novo Banco irá levar a cabo e que implica a redução de 1.000 postos de trabalho durante o ano de 2016, o SNQTB irá propor à administração do banco um conjunto de medidas alternativas, que evitem custos sociais e humanos tão incomportáveis, quanto injustos", lê-se num comunicado do sindicato.

A direção do SNQTB informou ainda que vai pedir audiências ao Governo, aos grupos parlamentares, ao governador do Banco de Portugal e à Comissão Europeia.

"O Novo Banco é, reconhecidamente, uma instituição viável e com futuro. Os seus trabalhadores merecem continuar a partilhar esse futuro. Rejeitamos qualquer hipótese de despedimento coletivo e iremos assegurar a representação e aconselhamento dos nossos associados", destacou Paulo Marcos, presidente do SNQTB.

Na quarta-feira, depois de a Comissão Nacional de Trabalhadores (CNT) do Novo Banco ter dito que "o banco terá que reduzir em 2016 cerca de 1.000 postos de trabalho, sendo suposto que 500 sejam através do recurso a um despedimento coletivo", a administração do banco esclareceu que a reestruturação da entidade implica a saída de até 500 trabalhadores em 2016, e não de 1.000, devido à redução de pessoal já feita nos últimos meses.

Num comunicado interno dirigido aos funcionários do banco, a que a Lusa teve acesso, a administração liderada por Eduardo Stock da Cunha reconheceu "a inevitabilidade de redução de colaboradores", mas destacou que "o esforço que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos meses, nomeadamente por via de reformas antecipadas, irá permitir limitar o esforço de redução de colaboradores ainda por concretizar para um número não superior a 500"