A Comissão de Trabalhadores (CT) da Parvalorem, veículo estatal que gere os ativos problemáticos do BPN, denunciou esta segunda-feira o despedimento coletivo de seis trabalhadores, um ato que considerou «assente em reiteradas ilegalidades», noticia a Lusa.

«Este despedimento é justificado pela administração como decorrente do encerramento de estabelecimentos, sendo que nestes casos o acordo coletivo aplicável diz claramente que os trabalhadores devem ser integrados noutros estabelecimentos da empresa», diz a CT da empresa em comunicado, revelando que os seis trabalhadores despedidos pertencem aos estabelecimentos de Leiria e Coimbra.

Os trabalhadores lembram a carta enviada no verão de 2013 pelo Provedor de Justiça ao primeiro-ministro, na qual o então provedor, Alfredo de Sousa, questionava a legalidade da transferência de parte dos funcionários do BPN para a Parvalorem e pedia a Pedro Passos Coelho para se pronunciar.

Nesse documento, o provedor recordava que, com a nacionalização do BPN, os trabalhadores mantiveram integralmente os seus direitos e acrescentava que um dos passos do processo de restruturação do BPN passou pelo trespasse de uma série de atividades do BPN e dos trabalhadores a elas ligados para a Parvalorem.

Mais recentemente, em setembro, o Bloco de Esquerda anunciou que iria questionar o Governo sobre a situação dos trabalhadores da Parvalorem e insistiu na Assembleia da República numa proposta com o intuito de salvaguardar 200 postos de trabalho de antigos funcionários do BPN.

A agência Lusa tentou hoje contactar a administração da Parvalorem, embora sem sucesso.