A cimenteira Cimpor confirmou hoje que iniciou esta semana um processo de reestruturação que afetará 1% dos seus trabalhadores, avançando já em Portugal com um despedimento coletivo de 25 funcionários, na sua maioria quadros superiores.

A notícia foi avançada pelo Diário Económico e confirmada à agência Lusa pela Comissão Trabalhadores (CT) e pela administração da empresa, que explica que, "fruto da desaceleração económica sentida em geografias chave para a sua atividade, e perante os desafios em perspetiva para 2016 no seu universo de atuação, a companhia vem implementando um conjunto de medidas estruturais de adequação ao presente contexto".

Nesse sentido, a cimenteira iniciou na terça-feira passada "a realização de um processo de reestruturação que afetará cerca de 1% dos seus colaboradores, em países como Brasil, Argentina e Portugal. Em Portugal, este processo cinge-se a cerca de 25 profissionais", segundo a nota enviada à agência Lusa.

Estes 25 trabalhadores desempenhavam funções nas áreas Corporativa e de Suporte ao Negócio e 'Staff’ da Unidade de Negócio Portugal e Cabo Verde, sem abranger assim "qualquer redução nas unidades fabris da Cimpor".

Fonte da CT confirmou à Lusa que os representantes dos trabalhadores já foram informados desta intenção da administração e que, a avançar - e nos termos da lei -, o despedimento coletivo terá efeitos 75 dias depois do aviso prévio, ou seja, entre dezembro e janeiro.

A mesma fonte indicou ainda que haverá uma primeira reunião entre os representantes dos trabalhadores e a administração a 21 de outubro pelas 15:00 na sede da Cimpor, na qual sindicato e CT vão tentar defender os postos de trabalho.

A Cimpor está presente em oito países de três continentes e conta com cerca de 9.000 colaboradores.