No final de uma semana marcada pelas primeiras mudanças no elenco governamental e pelas declarações do primeiro-ministro a defender que seria "útil para o país encontrar um veículo de resolução do crédito malparado", isto é, um banco mau, o debate quinzenal desta sexta-feira, que arranca às 10:00, não deverá deixar escapar estes temas. É, re resto, o Bloco de Esquerda a inaugurar as intervenções, com questões sobre o sistema financeiro.

Para além desses temas, os deputados não deverão deixar escapar a polémica sobre a intervenção do amigo pessoal de António Costa, Diogo Lacerda Machado, em negócios que envolvem o Estado português.

Outra das polémicas que marcou os últimos dias do Governo socialista foi a demissão do general Carlos Jerónimo de chefe do Estado-Maior do Exército, que tem motivado várias críticas ao ministro da Defesa. Azeredo Lopes vai ser ouvido no parlamento no dia 26, apesar do Conselho de Ministros já ter aprovado a proposta do nome do tenente-general de Rovisco Duarte para chefiar o Exército.

Depois do BE, será o PSD a dirigir perguntas ao primeiro-ministro,. Os sociais-democratas escolheram como tema as "questões políticas, económicas e sociais".

As duas últimas foram também os temas indicados pelo PS, exatamente os mesmos que os escolhidos pelas bancadas do CDS-PP e do PCP. A estes dois temas, o PEV juntou ainda as "questões ambientais".

No debate quinzenal de hoje, pelo PS falará a vice-presidente da bancada e secretária-geral adjunta do partido, Ana Catarina Mendes, em substituição do líder parlamentar socialista, Carlos César. Segundo uma fonte da bancada, Carlos César estará ausente do debate devido a "compromissos nos Açores assumidos anteriormente e inadiáveis em representação do partido".

No último debate quinzenal, realizado a 30 de março, o primeiro-ministro escolheu o Programa Nacional de Reformas como tema da intervenção inicial.

Outros temas acabaram, contudo, por também entrar na discussão pela mão dos partidos, nomeadamente a condenação de ativistas angolanos, a nacionalização do Novo Banco e o caso Banif.