Vítor Gaspar esteve apenas dois anos no Governo, mas o ministro das Finanças agora demissionário deixou pelo caminho muitas polémicas.

Ambos os Orçamentos de Estado que elaborou mereceram chumbos do Tribunal Constitucional e não é ainda certo que as medidas do Orçamento Retificativo de 2013 não venham a sofrer o mesmo destino.

Volvidos dois anos de governação, continua por fazer aquele que era o seu maior desafio: a reforma do Estado, com o corte de despesas permanente que se exigia.

Mais recentemente, Vítor Gaspar viu-se envolvido em várias polémicas, que acabaram por contribuir para desgastar a sua credibilidade e azedar a sua relação com os colegas de Executivo.

Um dos casos em que o mal estar dentro do Governo foi o caso da taxa sobre as pensões, que Gaspar queria implementar e que Paulo Portas recusou veementemente, ameaçando mesmo sair da coligação.

Apesar de a medida ser assumida por Gaspar num documento junto da troika, o primeiro-ministro viu-se forçado a desdizer publicamente Gaspar e garantir que a medida não seria adotada porque o Governo procuraria alternativas.

Outra das polémicas prendeu-se com a explicação dada pelo ministro para a quebra da economia no primeiro trimestre deste ano: Vítor Gaspar culpou a chuva e o mau tempo pela queda da construção civil e do investimento.

Outra das declarações de Gaspar que suscitaram dúvidas nos últimos tempos foram as que o ministro proferiu sobre os dados do défice no primeiro trimestre, dias antes de o Instituto Nacional de Estatística os tornar públicos.

A mais recente polémica, relacionada com os contratos swap, que o Ministério de Gaspar está a renegociar com os bancos.

- Orçamento de Estado para 2012 chumbou no TC

- Orçamento de Estado para 2013 chumbou no TC

- Taxa sobre as pensões recebeu cartão vermelho do parceiro de coligação Paulo Portas

- Reforma do Estado, com corte permanente das despesas, continua por fazer

- Revelou dados do défice do 1º trimestre antes de o INE os publicar

- Polémica sobre os contratos swap

- Culpou o mau tempo pela recessão